Fazendo passeios noturnos pelo universo que daqui vos falo, li algo:
"Mais aí lembrei no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história pra você. Aí fiquei triste de novo."
Imagine a cena:
Uma menina de sorriso largo, cabelos de comprimento médio e muito pretos, alta nos seus 1.66m de altura e com o incremento de um discreto salto. Sua roupa expressava solidão. Introversão. Seus gestos eram sutis, para que não incomodassem a vida que restara perto de sua alma.
Estava presente, ainda mais naquele momento. Alguém grita alto, faz barulho, gesticulada com certa avidez perto da menina frágil e solitária. Ela ri. Pela primeira vez depois de meses. Outras duas pessoas consideradas por ela pessoas de boa alma, olham para ela e sorriem, deixando-a mais feliz. Sente-se por segundos viva, depois daquele acontecimento que mudou sua vida. Entra com o coração na sua jocosa roda de amigos.
Piada {...} E todos espalham alegria e enchem o pequeno local com tamanha felicidade. Risadas. Diversas delas. Só crescem a cada segundo. Nova pausa para alguém falar algo nada sutil e mais risadas. Não havia como, não podia ela não deixar se contagiar pelo que aquelas pessoas estavam fazendo por ela. A moça do cabelo negro estava presenteando o ar que a rodeava com risadas discretas, e que mais tarde passaram a gargalhadas eclodindo o que trazia junto ao peito.
Aaa não havia como não dividir a felicidade que estava sentindo, era tão mágico e especial, tão forte, tão bonito. E dentro de si, surgia a vontade de espalhar a alegria e dizer a ela como aquela história era engraçada e como aquilo a fazia bem. E lágrimas correrram pelos olhos, desfazendo aquele que era o momento esperado pelos amigos.
Não existia mais ela. Ela não voltaria para casa escutando Beatles e relembrando os dias que lhes foram tão especiais. Ahh como a não-presença dela atrapalhava. Ela precisava dela, pra se sentir viva, pra respirar, para rir da mais autêntica forma e das mais variadas bobagens faladas naquelas que eram as horas mais bem recheadas de cada dia seu. Ela amava o seu cheiro, o seu toque dava-lhe arrepios, as lembranças daquelas horas a fio deitadas olhando para o teto, apenas segurando a mão uma da outra dava-lhe borboletas no estômago.
Espero que tenha expressado tudo que senti ao ler essa pequena frase hoje. O fim é algo triste. No momento que ele acontece são apenas lágrimas, solidão.
E me permiti pensar como seria o nosso fim, e descobri que não há espaços para fim se tratando de eu e você.
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Mesmo que eu tivesse mil razões pra te abandonar,
eu iria procurar por aquela única razão que iria me fazer lutar por você.
" Já não vai viver sem mim, pois com você eu vou até o fim"
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